O poder dos BURROS.


Há tantos burros mandando em homens de inteligência que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma ciência.

Não. Essa frase não é minha. A construção não é minha. De forma resumida, ela foi dita por Ruy Barbosa, nos tempos em que o Português era rebuscado e a busca pela igualdade das classes era algo nobre. Uma época em que o poder prevalecia nas mãos dos fazendeiros escravistas.

Liberal e com um nível intelectual alto, Ruy Barbosa foi um dos organizadores da República, porém entre várias facetas da política brasileiras, se desencantou com o sistema político brasileiro.

 O poder dos burros.

O brilhantismo de Ruy Barbosa não conseguiu vencer as barreiras impostas pelo sistema da República Velha e seus combatentes. As ideias inovadoras não foram em nenhum momento reconhecidas e adotadas. Eu sinto que, por diversas vezes em meu labor semanal, as mesmas barreiras vividas em tempos PASSADOS da Velha República são atuais e assustadoras.

Mesmo diante de prêmios e reconhecimentos externos, o brilho da intelectualidade é menosprezada. É atirada na lata do lixo como algo descartável. O desenvolvimento alcançado ou o conhecimento gerado nada mais são do que parte de um trabalho no qual estamos desempenhando. Porém mais do que receber o tão merecido soldo é poder contribuir para a intrepidez em saltar no vazio. Inovar diante das dificuldades. Enxergar além das barreiras e muros levantados para conter a  expansão da intelectualidade e sua genialidade.

O que eu percebo é que, quanto mais crescemos, mais geramos sombra. E isso incomoda. Deixa os BURROS com uma indelével sensação de não-sapiência, para que logo em seguida possam esbravejar e empacar no caminho da INOVAÇÃO. Da construção do NOVO, eu aprendi que a grande parte dos líderes desse país vivem empoderados em suas posições hierárquicas, vivendo em seus castelos de areia. A grande parte é medíocre, vivendo sob o medo da inteligência. E se preciso for, eles não enxergarão o brilho da Luz da Inovação. Eles transformarão a grandiosidade em desprezo, os reconhecimentos em prejuízos.

Tenho de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições. Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos INTELIGENTES displicentes que não revelam o apetite do poder. Mas é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde INTELIGENTES não conseguem passar. Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos. Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdam. Logo somos forçados a admitir que uma pessoa precisa fingir de burra se quiser vencer na vida. [adaptado de José Alberto Gueiros: 1979, Jornal da Bahia]

Que loucura! Em muitos casos, alguns desses líderes promovem o desprezo e o menosprezo, envolvendo a luz em uma caixa moldada, a qual possa ser guardada, estocada para o uso em um futuro próximo. A minha percepção é que a estratégia é diminuir no quesito intelectual os INTELIGENTES, convencendo-os que o que fizeram não foi tão importante; que o mais importante são as ações indeléveis desenvolvidas por eles; dessa forma, promovendo a submissão ao poderio da burrice, a cegueira do conhecimento. Pois o mais importante para os BURROS são as gramas. O pasto da mesmice. A contínua ruminação da mediocridade.

No inevitável, a grande parte dos hierarquizados estão líderes e não são líderes.

A diferença do ser e estar são oceânicas.

E infelizmente, como os verbos acima, teremos que conviver com estas regras, as quais transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida.

O X da questão é que os INTELIGENTES gostam de brilhar. São a LUZ na escuridão.

The Light Side.

 

Que Deus abençoe e projeta os INTELIGENTES e os BURROS, pois o fim chega para ambos.

 


The power of the donkeys.

There are so many donkeys running around with men of intelligence that I sometimes think stupidity is a science.

No. That’s not my quote. The building is not mine. In short, it was said by Ruy Barbosa, in the days when Portuguese was farfetched and the search for class equality was a noble thing. A time when power prevailed at the hands of slaveowners. 

Liberal and with a high intellectual level, Ruy Barbosa was one of the organizers of the Republic, but among several facets of Brazilian politics, he became disenchanted with the Brazilian political system.

The power of the donkeys.

The brilliance of Ruy Barbosa failed to overcome the barriers imposed by the system of the Old Republic and its fighters. Innovative ideas have at no time been recognized and adopted. I feel that many times in my weekly work, the same barriers experienced in PAST times of the Old Republic are present and frightening.

Even in the face of prizes and external acknowledgments, the brilliance of the intellectuality is overlooked. It’s tossed in the trash as something disposable. The development achieved or the generated knowledge is nothing more than part of a job in which we are performing. But more than receiving the well-deserved salary is to be able to contribute to the intrepidity in jumping in the void. Innovate in the face of difficulties. To see beyond the barriers and walls raised to contain the expansion of intellectuality and its genius.

What I understand that the more we grow, the more we generate shade. And that bothers. It leaves the DONKEYS with an indelible sense of non-wisdom, so that soon thereafter they can rave and pack in the way of INNOVATION. From the construction of NEW, I learned that most of the leaders of this country live empowered in their hierarchical positions, living in their sand castles. The great part is mediocre, living under the fear of intelligence. And if necessary, they will not see the brightness of the Innovation Light. They will turn great into contempt, recognitions into losses.

I have to admit that, in general, the mediocre are more obstinate in gaining positions. They know how to occupy the empty spaces left by the disinterested INTELLIGENT that do not reveal the appetite for power. But it is necessary to consider that these mediocre ladinos, opportunists and ambitious, have the habit of safeguarding their positions conquered with true walls of granite by where INTELLIGENTS can not pass. In all areas we find these established fortresses, the small groups of arrivism, impregnable to the legions of the lucid. Within this reasoning, which could be an extension of Erasmus’s Praise of Madness of Rotterdam. We are soon forced to admit that a person must pretend to be donkey if he wants to win in life. [adapted from José Alberto Gueiros: 1979, Jornal da Bahia]

What madness! In many cases, some of these leaders promote contempt and scorn by enveloping the light in a cast box that can be stored and stock for use in the near future. My perception is that the strategy is to decrease in the intellectual aspect the INTELLIGENTS, convincing them that what they did was not so important; that the most important are the indelible actions developed by them; thus promoting submission to the power of stupidity, the blindness of knowledge. For the most important thing to the DONKEYS are the grass. The field of the sameness. The continuous rumination of mediocrity.

Inevitably, most hierarchies are in position of leaders and not are leaders.

The difference of “being in position” and “being” are oceanic. 

And unfortunately, like the verbs above, we will have to live with these rules, which turn intelligence into a kind of disadvantage in front of the life.

The X of the matter is that SMART people like to shine. They are the LIGHT in the darkness.

The Light Side.

 

God bless and protect the INTELLIGENTS and the DONKEYS, because the end is for both.

 

 

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