Vivemos como eternos.


Eternamente eternos.

Flores. Lágrimas. Choro. Pesar.

A dor rebate entre as canções eclesiásticas! A esperança cantada reflete nas melodias de consolação uma ideia de perda, de frustração, de arrependimento, de não ter vivido as pequenas coisas.

Ficará a lembrança. A saudade. A esperança em que tudo seja transformado. Nossa fragilidade. Nossa indiferença quanto a destruição do corpo, da alma.

Vivemos como eternos. Vivemos na ilusão de sermos eternos.

De onde vem esse sentimento?

Pensamos pouco na morte. Pensamos muito no passado. Pensamos em situações que pudessem ser transformadas. Pensamentos “E se…” polulam em nossas mentes. Imaginamos situações que passamos e que poderiam ser diferentes. Gastamos o precioso tempo em pensar possibilidades de coisas que já passaram e não voltarão mais. A insistência neste tipo de pensamento poderá levar pessoas a mais profunda depressão, e esse tempo de ruminar é a satisfação que encontramos para preencher o vazio que fica depois de uma tempestade devastadora em nossos conceitos e pré-conceitos. Somos levados a crer que pensar e repensar nossas atitudes egoístas do passado poderão levar a termos melhores relacionamentos. Precisamos mais do que urgentemente tomar atitudes para que situações desagradáveis não ocorra no PRESENTE.

O vazio que ficou deve ser preenchido com abundância de perdão.

Pensamos pouco na morte. Pensamos muito no futuro. Como se todos os sonhos fossem ser realizados. Como se o tempo fosse esperar nossa ação ou reação diante de um fato. Diante de uma vontade. A questão aqui não é deixar de SONHAR, ou deixar de ter expectativas. A questão aqui é não deixar se envolver pela ansiedade do dia-a-dia, pelas preocupações diárias e constantes. É não deixar a mente atolada com pensamentos fantasiosos e fúteis. É não pré ocupar a mente com coisas que ainda não aconteceram, ou melhor com situações que podem vir a acontecer. E o pode aí tem a característica de probabilidade, ou seja uma certa porcentagem de acontecer, uma certa chance de ocorrer ou não ocorrer.

Olhe para as aves do céu; não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros, e contudo, o vosso Pai celestial as alimenta.

Seja pensando no passado, seja pensando no futuro; tudo isso é perda de tempo. Em primeiro lugar,  porque o que passou não pode ser retornado, não pode ser reescrito; e em segundo, porque o que passou já está no passado, já está feito. Não há como voltar atrás. Não há o passado, nem mesmo o futuro. Há somente o agora.

Num dia, estou vivo. Em um outro, morto.

Essa é a vida.

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