22 Jun 2026
NUC Autônoma e Início da T265
Um robô que depende de intervenção manual para ligar não é um robô autônomo — é um eletrodoméstico glorificado. Hoje o b166er cruzou essa linha: a NUC agora inicializa completamente sozinha, sem teclado, sem senha, sem terminal aberto. O usuário liga a tomada e, em menos de dois minutos, o ROS já está no ar.
Para chegar lá, foi preciso resolver dois problemas independentes. O primeiro era o login: a NUC roda um ambiente gráfico (GDM), que por padrão exige senha na tela. Configurar o auto-login direto no GDM eliminou essa barreira — o usuário robo entra automaticamente na área de trabalho. O segundo era o roscore: o nó mestre do ROS precisa estar rodando antes que qualquer outro nó do sistema possa se comunicar. Em vez de depender de uma sessão de terminal aberta ou de um script iniciado manualmente, o roscore foi registrado como serviço do systemd — o gerenciador de processos do Linux — e agora sobe junto com o sistema operacional, logo após a rede e o mDNS estarem prontos.
O dia também marcou o início da integração da câmera Intel RealSense T265, responsável pela odometria visual do robô. A T265 usa duas câmeras fisheye e uma IMU interna para estimar a posição e orientação do robô no espaço sem depender de GPS ou de marcadores externos. As regras de dispositivo USB foram instaladas e o launch file do ROS foi criado — o teste com a câmera física fica para a próxima sessão.
21 Jun 2026
Integração via NUC
Minha tese investiga manipuladores móveis: robôs que combinam uma base capaz de se locomover livremente com um braço capaz de manipular objetos no espaço ao seu redor. Na maioria dos projetos de robótica, essas duas competências são tratadas como problemas separados — navegação de um lado, manipulação do outro. O ponto da pesquisa é justamente o que acontece quando elas precisam operar juntas, no mesmo robô, em tempo real.
O estágio atual é essa integração de fato. A plataforma móvel é uma base Pioneer 3-AT; o manipulador é um braço Mitsubishi RV-M2. Os dois nunca foram projetados para conversar entre si — cada um veio com seu próprio controlador, pensado para operar isolado. A ponte entre eles é um Intel NUC embarcado no robô, rodando ROS Noetic, responsável por sincronizar a navegação da base com o controle do braço numa arquitetura única, em vez de dois sistemas que nunca se falaram.